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  • João Pedro Chiesa

Bioconcreto


O concreto é o material mais utilizado na construção civil, entretanto, sua estrutura é suscetível a problemas que impactam sua durabilidade e resistência, como fissuras e rachaduras. Pensando nessas avarias, cientistas da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, desenvolveram o bioconcreto, um concreto capaz de se autorregenerar.

Os cientistas misturaram o concreto tradicional com a bactéria Bacillus pseudofirmus, uma bactéria capaz de sobreviver em um ambiente de pH alto, como é o caso do concreto, encontrada em ambientes inóspitos como crateras de vulcões ativos.

Fonte: Henk Jonkers

Como funciona?

Quando se abre uma fissura no concreto, a entrada de oxigênio e água ativam a bactéria Bacillus pseudofirmus. A água em especial é a principal responsável pela ativação do processo, pois ela rompe as capsulas de plástico biodegradável que contém o alimento dos bacilos: o lactato de cálcio. No fim da digestão do lactato de cálcio, o carbonato de cálcio (calcário) é formado e vai se acumulando até reparar as rachaduras num período de poucas semanas.

Fonte: Courtesy of Delft University

Desvantagens:

Apesar de seus inúmeros benefícios, o bioconcreto possui algumas desvantagens. O cientista responsável pelo projeto, Henk Jonkers, afirma dizer “Não há limite para extensão da rachadura que o nosso material pode reparar. Pode ser de centímetros a quilômetros”; entretanto, o limite da largura da fissura a ser reparada não pode ultrapassar 8 milímetros.

Outra desvantagem é o aumento nos gastos da construção em 40% a mais do que custaria com o concreto tradicional. Apesar disso, o material pode reduzir os custos de manutenção em construções em bilhões de dólares.

Independente dessas desvantagens, o material é extremamente promissor, podendo dar esperança para prédios antigos suscetíveis a um colapso, mesmo com tremores de baixa escala.

A técnica de restauração desses prédios seria usar um spray que contém os mesmos princípios do bioconcreto e pode ser aplicada diretamente em pequenas rachaduras, também desenvolvido pela Universidade de Tecnologia de Delft.

Além disso, o bioconcreto contém um potencial ecológico devido ao aumento de vida útil do concreto. Isso contribui indiretamente com a diminuição das taxas de emissões de dióxido de carbono, que, atualmente, cerca de 7% são resultantes da fabricação de cimentos. Dessa forma, o bioconcreto não é apenas um material mais durável, mas também mais sustentável!


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