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  • Erick Rocha

Túneis Submersos


Ótimas opções para evitar que vias aquáticas, rios e lagos atrapalhem o fluxo de carros, motos, ônibus e outros veículos de locomoção terrestre, os túneis submersos são construções gigantescas que demoram muito para serem construídas e possuem orçamentos exorbitantes, mas que podem auxiliar na diminuição de trajetos, combustível e na quantidade de emissão de poluentes.

Como exemplo, em 2014 a Turquia inaugurou o maior túnel submerso do mundo, que passa sob o Estreito de Bósforo e liga a Europa à Ásia numa viagem de apenas quatro minutos com 13,6 km de extensão. O serviço de trem pelo tuneis tem a capacidade de transportar 75 mil pessoas por hora em cada direção.

Fonte: blogspot / Turquia inaugura túnel

As autoridades turcas afirmam que a obra de US$ 3 bilhões de euros (equivalente a 9 bilhões de reais) melhorou o trânsito na cidade e diminuiu os índices de poluição, pois segundo a agência de notícias AFP, cerca de dois milhões de pessoas cruzam o estreito todos os dias.

O Brasil chegou a ter também um ambicioso projeto de construir o seu primeiro túnel submerso. O Submerso, nome do túnel que ligaria Santos ao Guarujá, em São Paulo, deveria ter começado a ser construído em julho de 2013. As previsões eram que as obras durassem três anos.

Atualmente, a ligação entre Santos e Guarujá é feita pela rodovia Cônego Domenico Rangoni, que tem 43 km de extensão, e pelas balsas da Dersa, que levam em média 18 minutos para concluir a travessia e atendem cerca de 20 mil carros por dia. Com o túnel, a travessia passaria a ser feita em apenas dois minutos. Isso acarretaria em uma economia de 2,5 milhões de horas por ano gastas no trânsito. Além do trajeto mais rápido, as expectativas eram que o túnel diminuiria consideravelmente o tráfego intenso que há nas travessias atuais.

Em 2017 a Secretaria Estadual de Logística e Transportes resolveu cancelar a construção e fazer uma ponte no lugar. “A visão é que o túnel só vai fazer sentido se introduzido em um pacote maior. Sozinho, terá dificuldade para se viabilizar”, diz o secretário João Machado. Por ser um projeto de mobilidade urbana, afirma, “não entra nos planos de concessão rodoviária, com custo estimado, por ora, em R$ 2,8 bilhões, não seria atrativo se o retorno financeiro viesse apenas de tarifa de pedágio”.

No começo de fevereiro desse ano, o governador João Doria deu sinal verde para tirar do papel a construção da ponte que vai substituir o túnel que ligaria Santos e Guarujá. A ponte terá cerca de 7,5 quilômetros, com início na entrada de Santos e término próximo ao acesso viário à Ilha Barnabé, a cerca de 500 metros da praça de pedágio de Guarujá.

Fonte: Jornal da Orla

Infelizmente o Brasil continuará sem um túnel submerso e suas vantagens, mas algo que pode ser mudado com o tempo e com bons investimentos no transporte.


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